Datadores industriais para lote e validade
Datador é o equipamento que imprime lote, data de fabricação e prazo de validade na embalagem — informação que a legislação de rotulagem exige e que o cliente confere na prateleira. A tecnologia certa depende de três coisas: o material da embalagem, a velocidade da linha e o que precisa ser impresso. A ABEMAG TSI fornece datadores manuais, semiautomáticos e automáticos em linha, de codificação simples de lote até QR Code e código de barras a 110 m/min.
Qual datador escolher?
| Sua situação | Tipo indicado | Modelos |
|---|---|---|
| Lotes pequenos, produtos variados, sem esteira | Manual ou semiautomático | AB15 inkjet, DM-3L45C a ribbon, AB-241B hot stamping |
| Produção contínua em esteira | Automático inkjet TIJ | AB-101 a AB-104, G3, G7 |
| Precisa imprimir QR Code ou código de barras | Automático de alta resolução | G7, que imprime QR Code, DataMatrix, EAN e Code 128 |
| Precisa monitorar e controlar o datador pelo computador | Automático inkjet TIJ com controle por PC | AB-101, AB-102, AB-103 e AB-104 |
Manual ou automático?
O datador manual é encostado na embalagem pelo operador e imprime uma peça por vez — indicado para quem produz sob demanda, tem muitos produtos diferentes ou ainda está validando o mercado. O AB15, por exemplo, pesa 0,7 kg, é bivolt e imprime a 30 m/min.
O datador automático fica fixo na linha, dispara por sensor e imprime enquanto a esteira corre, sem operador dedicado. É a escolha quando a codificação vira gargalo ou quando o erro humano de trocar o lote errado começa a custar caro. Os modelos automáticos ABEMAG chegam a 110 m/min.
O que a embalagem é obrigada a informar?
Em alimentos embalados, a RDC nº 727/2022 da Anvisa, em vigor desde 1º de setembro de 2022, exige identificação do lote no artigo 30 e declaração do prazo de validade no artigo 31. A norma revogou a antiga RDC nº 259/2002. Cosméticos, saneantes e medicamentos seguem normas próprias, também com lote e validade obrigatórios. É essa exigência que faz do datador um equipamento obrigatório para quem envasa para revenda, e não um item opcional.
Tinta certa para cada material
Nos datadores inkjet, o que muda entre um material e outro é o cartucho, não a máquina. Superfície porosa — papelão, papel, sacaria, rótulo fosco — usa tinta base água, mais econômica, que seca por absorção. Superfície não porosa — PET, PE, PP, vidro, metal, filme laminado — exige tinta base solvente, que seca por evaporação e resiste a atrito e umidade. Usar base água em plástico é a causa mais comum de impressão que borra ou sai com o dedo.
O que faz um datador ser industrial
"Datador industrial" não é uma questão de aparência robusta. Um equipamento é industrial quando aguenta o ritmo da linha sem virar gargalo e sem parar no meio do turno. Na prática, isso se traduz em quatro dados objetivos, que vale exigir de qualquer fornecedor:
| Critério | O que perguntar | Por que importa |
|---|---|---|
| Velocidade de impressão | Em metros por minuto, não em "alta velocidade" | Precisa acompanhar a esteira sem distorcer o caractere. Os automáticos ABEMAG chegam a 110 m/min |
| Disparo por sensor | Se imprime por sensor de passagem ou por comando manual | Sem sensor, o código depende do operador e a linha não roda sozinha |
| Altura e número de linhas | Altura útil de impressão e quantas linhas simultâneas | Lote, fabricação e validade em três linhas exigem altura que nem todo modelo tem |
| Troca de mensagem | Quanto tempo leva para trocar o lote e quem pode fazer | É onde nasce o erro mais caro da codificação: o lote errado impresso no produto certo |
Some a isso o custo de operação real, que não é o preço do equipamento: cartucho ou tinta, solvente, limpeza, peça, tempo de parada e assistência técnica. Um datador barato que para a linha uma vez por semana custa mais caro que um datador correto.
Como evitar o lote errado impresso
O erro mais caro de uma linha de codificação não é técnico, é de procedimento: produto certo com lote ou validade errados, que só aparece depois de o palete estar expedido. Três controles resolvem quase todos os casos:
- Defina quem cria, quem revisa e quem libera a mensagem. Nunca a mesma pessoa nas três funções.
- Aprove a primeira peça de cada lote. Confira produto, código, data, formato e posição antes de liberar a produção, e guarde a amostra aprovada.
- Use receita por produto. Mensagem salva por SKU, em vez de digitada a cada troca, elimina a maior fonte de erro humano.
Em linha integrada, teste também o sensor e a comunicação com o equipamento anterior a cada troca de formato — um sensor desregulado imprime no lugar errado sem gerar nenhum alarme.
Perguntas frequentes
Quanto custa marcar cada embalagem?
Um cartucho inkjet de 42 ml rende cerca de um milhão de caracteres. Um código do tipo "L0824 VAL 08/26" tem aproximadamente 18 caracteres, o que dá em torno de 55 mil embalagens por cartucho. O custo por unidade fica em fração de centavo.
O datador imprime em qualquer material?
Imprime na maioria, desde que a tinta seja compatível com a superfície e ela esteja limpa e seca. Materiais oleosos, com poeira ou com tratamento antiaderente exigem teste antes de fechar o projeto. Peça um teste de impressão com a sua embalagem real.
Preciso de datador se já imprimo a validade no rótulo?
Depende. Se o rótulo é impresso por lote com a validade já fixa, funciona — mas engessa o estoque de rótulos e gera perda quando a data muda. O datador separa o rótulo, que é fixo, do dado variável, que muda a cada lote. Na prática, quase sempre sai mais barato.
Qual a diferença entre datador e codificador?
São o mesmo equipamento. "Datador" enfatiza a impressão de data e lote; "codificador" é o termo mais amplo, usado quando se imprime também código de barras, QR Code ou numeração sequencial.