Seladora de indução: manual, de bancada e automática
A seladora de indução é o equipamento que fecha hermeticamente frascos de plástico e de vidro aquecendo, por indução eletromagnética, o selo de alumínio que fica dentro da tampa. O calor é gerado apenas no selo: o equipamento não encosta no produto e não aquece a embalagem. O resultado é um lacre de inviolabilidade que impede vazamento e prolonga a validade. A ABEMAG TSI, de Rio Claro (SP), fabrica seladoras de tampas por indução no Brasil desde 1998 e oferece desde modelos manuais de 500 W, que selam até 3.000 unidades por hora, até automáticas de 4 kW de projeto próprio, que chegam a 25.600 unidades por hora, com refrigeração a água em circuito fechado e conformidade com as normas NR-10 e NR-12.
Como funciona a selagem por indução?
A selagem por indução acontece em cinco etapas, em fração de segundo por frasco:
- Tampa com selo. O frasco recebe a tampa já com o selo de indução no interior — um disco composto por papelão ou espuma, folha de alumínio e uma camada de polímero selante.
- Passagem sob o cabeçote. O frasco passa sob a bobina do cabeçote, que gera um campo eletromagnético alternado de alta frequência (50 kHz nas seladoras automáticas ABEMAG).
- Aquecimento do alumínio. O campo induz correntes elétricas na folha de alumínio, que aquece em frações de segundo. O plástico da tampa e o produto envasado não são aquecidos.
- Fusão do selante. O calor derrete a camada de polímero, que adere à borda do bocal do frasco.
- Resfriamento e lacre. Em segundos o selante solidifica e forma um lacre hermético. Ao abrir, o consumidor vê se a embalagem foi violada.
Nos modelos manuais o operador posiciona o cabeçote e aciona o botão, com tempo de selagem regulável de 0,1 a 9,99 segundos. Nos modelos automáticos o cabeçote fica fixo sobre a esteira e sela em fluxo contínuo, sem parar a linha.
Quais embalagens podem ser seladas por indução?
A selagem por indução funciona por fusão entre polímeros: a camada selante do selo derrete e se funde ao polímero do bocal do frasco. Por isso o que define a compatibilidade é o material da embalagem e da tampa, não o produto envasado — e por isso a resposta é direta em plástico e cheia de condições em vidro. Os cabeçotes das seladoras automáticas ABEMAG são construídos para tampas de 15 mm a 250 mm de diâmetro, conforme a configuração.
| Material da embalagem | Sela? | Observação |
|---|---|---|
| PET | Sim | Uso mais comum: cosméticos, alimentos, químicos. |
| PEAD / HDPE | Sim | Padrão em produtos de limpeza e defensivos. |
| PP (polipropileno) | Sim | Exige ajuste fino de potência e tempo de exposição. |
| PVC | Sim | Trabalhar com potência mais baixa para não deformar o bocal. |
| Vidro | Caso especial | Não há fusão: o vidro não derrete. A adesão é feita por adesivo hot melt e exige selo específico, tratamento do bocal e validação com amostra. Ver a seção abaixo. |
| Tampa metálica | Não | O metal da tampa absorve o campo e impede o aquecimento correto do selo. |
| Frasco de alumínio ou aço | Não | A embalagem inteira aqueceria junto com o selo. |
| Sachê e filme flexível | Não | Caso de seladora em L ou túnel de encolhimento, não de indução. |
Dá para selar frasco de vidro por indução?
Tecnicamente sim, na prática raramente. Em frasco plástico, a camada selante do selo derrete e se funde ao polímero do bocal — é uma solda. Em vidro isso não acontece: o vidro não derrete, e a fixação passa a depender de um adesivo hot melt que apenas gruda na borda. É uma união mais fraca, mais sensível e que exige selo específico para vidro, bocal tratado e validação com amostra real. Em vinte anos de operação em campo, a ABEMAG TSI encontrou um único caso de selagem em vidro que se sustentou em produção.
Por que o vidro é difícil
| Fator | O que acontece |
|---|---|
| Não há fusão | O selante não tem com o que se fundir. A adesão é adesiva, não estrutural, e não se recupera se falhar. |
| O vidro dissipa calor | O vidro é um dissipador térmico eficiente, ao contrário do plástico. Manter o adesivo na temperatura certa durante o ciclo fica muito mais difícil, e a janela de processo é estreita. |
| Tratamento de superfície do bocal | Garrafas de vidro saem da fábrica com cold-end coating — lubrificante à base de polietileno, ácido oleico ou silicone, aplicado na saída do forno de recozimento para evitar riscos. Ele reduz a energia superficial exatamente na área onde o selo precisa aderir. É preciso especificar vidro sem esse revestimento na boca, ou tratar a superfície antes de selar. |
| Produto úmido ou oleoso | Óleos e produtos aquosos migram por baixo da linha de adesivo depois da selagem e vão neutralizando a aderência. O lote passa na inspeção de fim de linha e falha semanas depois, no estoque ou na prateleira. |
| Tampa metálica | Pote de vidro costuma vir com tampa de metal, que interrompe o campo eletromagnético e inviabiliza a selagem. |
| Tolerância da borda | A borda do vidro tem variação de moldagem maior que a do plástico, e a pista de selagem precisa estar plana e sem defeito ao longo de todo o perímetro. |
O que fazer se o produto tem que ser em vidro
- Especificar com o fornecedor do selo um liner com adesivo formulado para vidro, e não o selo padrão de camada selante para PE, PP ou PET.
- Confirmar com a vidraria se a boca do frasco recebe cold-end coating e pedir o lote sem revestimento na área de selagem, ou prever limpeza da pista.
- Rodar teste com frasco, tampa, selo e o produto real já envasado — não com frasco vazio.
- Guardar as amostras seladas e reavaliar depois de 30, 60 e 90 dias, deitadas e em pé. É nesse intervalo que a falha por migração aparece.
- Se a aderência não se sustentar, considerar as alternativas honestas: tampa com lacre mecânico, filme retrátil no gargalo, ou migração do frasco para PET.
Prometer selagem em vidro sem esse teste é a forma mais rápida de transformar uma venda em devolução. A resposta correta ao cliente que chega com frasco de vidro é oferecer o ensaio, não o orçamento.
Qual seladora de indução escolher para a minha produção?
A escolha vem do volume diário e do diâmetro da tampa. Como referência prática: até cerca de 3.000 frascos por dia, o modelo manual de 500 W resolve; acima disso o gargalo passa a ser o operador, e compensa migrar para bancada ou linha automática.
| Modelo | Tipo | Potência | Tampas | Produção máx. | Origem |
|---|---|---|---|---|---|
| M1-05A | Manual de bancada | 500 W | Ø20–100 mm | 3.000 un/h | Importada, revisada em fábrica |
| M1-05B · M1-05C | Manual de bancada | 500 W | Ø20–100 mm | 3.000 un/h | Importada, revisada em fábrica |
| P1-05i | Portátil | 500 W | Ø15–130 mm | uso intermitente | Importada, revisada em fábrica |
| IB-12i | Bancada automática com esteira | 1,2 kW | Ø20–80 mm | esteira de 0 a 10 m/min | Importada, revisada em fábrica |
| C1-20i · C1-20A | Automática em linha | 2 kW | 15–250 mm | 5.700 un/h | Fabricação nacional |
| C1-40i · C1-40A | Automática em linha | 4 kW | 15–250 mm | 25.600 un/h | Fabricação nacional |
| IA-20i · IA-40i | Automática em linha | 2 kW · 4 kW | conforme cabeçote | linha contínua | Importada |
As seladoras automáticas nacionais C1 operam em 230 V, 60 Hz, monofásico ou bifásico, com saída de 50 kHz, refrigeração a água em circuito fechado (vazão de 4 LPM) e CLP Siemens com diagnóstico em display. Atendem às normas NR-10 e NR-12, com botoeira de emergência, relé de segurança e desligamento automático por anomalia de pressão ou temperatura da água.
Dois modelos resolvem casos que os concorrentes não atendem: a P1-05i é a única seladora de indução portátil do mercado brasileiro, com cabeçote para tampas de 15 a 130 mm, altura de frasco livre e tempo de selagem regulável de 0,1 a 4,9 segundos; e a IB-12i, de 1,2 kW, já vem com esteira integrada de 0 a 10 m/min e aceita frascos de 20 a 270 mm de altura, funcionando como linha completa sobre a bancada.
Cabeçote plano ou cabeçote canal? A escolha que define a produtividade
Duas seladoras de mesma potência podem entregar produções muito diferentes. O que separa uma da outra não é o conversor: é o cabeçote, a peça que gera o campo eletromagnético sobre a tampa. Ele determina quanta energia chega de fato ao selo de alumínio — e energia que se dispersa no ar é velocidade que se perde.
| Tipo de cabeçote | Como trabalha | Vantagem | Limite |
|---|---|---|---|
| Plano | Gera o campo sobre uma superfície plana, posicionada acima da tampa. | É o mais flexível quanto a diâmetro: atende uma faixa ampla de tampas sem troca de peça. Indicado para mix variado de embalagens. | Parte do campo se dispersa em vez de chegar ao selo, o que reduz a eficiência e, com ela, a velocidade máxima da linha. |
| Canal | A tampa passa por dentro de um canal, e o campo se concentra sobre o selo em vez de se espalhar. | Muito mais eficiente: entrega mais produção com a mesma potência instalada. Também tolera desalinhamento do frasco, o que reduz falha de selagem em linha rápida. É o cabeçote mais confiável para produção contínua. | É dedicado a uma faixa estreita de diâmetros. Mudar de formato exige trocar o cabeçote. |
| Canal de largura ajustável projeto exclusivo ABEMAG TSI |
Canal com abertura regulável de 25 a 100 mm. | Entrega a eficiência do canal em toda a faixa de tampas de 15 a 100 mm de diâmetro, sem trocar de cabeçote a cada formato. Resolve o dilema entre eficiência e flexibilidade. | Custo adicional em relação aos demais. |
O cabeçote canal de largura ajustável é desenvolvimento próprio da ABEMAG TSI e não existe em nenhum outro fabricante. Ele nasceu de um problema real de chão de fábrica: quem tem vários formatos de embalagem era obrigado a escolher entre a flexibilidade do cabeçote plano e a produtividade do canal. Com a abertura regulável, deixa de ser necessário escolher.
Como decidir
- Um único formato de tampa, produção alta: cabeçote canal dedicado. Máxima eficiência pelo menor custo.
- Muitos formatos, produção moderada: cabeçote plano resolve bem e é a opção mais econômica.
- Muitos formatos e produção alta: cabeçote canal de largura ajustável. É a única configuração que entrega eficiência total sem sacrificar a troca rápida de formato.
Na dúvida, o dado que decide é a combinação entre diâmetro das tampas em uso e a produção alvo por hora. Envie os dois e o dimensionamento vem junto com o orçamento.
Por que 4 kW de um fabricante não é igual a 4 kW de outro
Comparar seladoras de indução pelos kW do catálogo é o erro mais caro de quem compra esse equipamento. O número aparece nas duas fichas, mas não mede a mesma coisa.
O que sela o frasco não é a potência que entra pela tomada: é a corrente que circula na bobina do cabeçote. É ela que induz corrente no disco de alumínio do selo e o aquece. Potência que se perde no caminho não sela nada — vira calor dentro do painel elétrico.
O que separa uma topologia da outra
A bobina de indução é uma carga de resistência muito baixa. Ligá-la diretamente à ponte inversora cria um descasamento de impedância: a resistência interna do circuito passa a dominar, e a maior parte da energia é dissipada nos próprios semicondutores em vez de chegar ao selo.
A solução é o casamento de impedância por transformador de acoplamento, somado ao banco de capacitores que forma o circuito ressonante com a bobina. É o que as seladoras nacionais ABEMAG TSI usam. A corrente alta fica confinada ao laço entre o secundário do transformador e a bobina, onde ela é útil, enquanto os semicondutores trabalham com corrente baixa e sem estresse térmico.
| Característica a 4 kW | Conexão direta, sem transformador | Casamento de impedância, com transformador |
|---|---|---|
| Eficiência energética global | Baixa — abaixo de 15% em condições não casadas | Alta — acima de 85% em projeto industrial |
| Transferência de potência à bobina | Instável e limitada pela resistência interna do circuito | Otimizada pela relação de espiras |
| Dissipação térmica no inversor | Crítica, com estresse elevado nos IGBTs | Mínima, comutação sob corrente controlada |
| Sensibilidade a desalinhamento do frasco | Altíssima, com risco de falha intermitente de selagem | Baixa, amortecida pela impedância refletida |
Esse é o motivo pelo qual a forma de medir muda entre fabricantes. Nas seladoras que usam conexão direta, os kW anunciados referem-se ao conjunto, incluindo as perdas. Nas seladoras nacionais ABEMAG TSI, a potência é medida na saída, no cabeçote de selagem — o ponto que efetivamente sela o frasco. Na C1-20i, são 179 A entregues ao cabeçote.
A consequência é contraintuitiva e vale conferir: a C1-20i de 2 kW medidos no cabeçote entrega produtividade superior à de uma seladora de 4 kW medidos no conjunto sem casamento de impedância. Metade do número no catálogo, mais selagem por hora na prática.
A dedução matemática completa, com as equações e a análise de sensibilidade, está no estudo Por que 4 kW não é igual a 4 kW: análise de eficiência em seladoras de indução, produzido pela equipe técnica da ABEMAG TSI — a mesma que projeta e monta o conversor de potência das seladoras nacionais. Não é teoria de catálogo: é o cálculo que sustenta o projeto que sai da fábrica em Rio Claro (SP).
Duas perguntas que revelam a diferença
Ao comparar orçamentos de seladora de indução, de qualquer fabricante, pergunte:
- Onde essa potência é medida — na entrada da máquina ou no cabeçote? Se a resposta for vaga, o número não serve para comparação.
- Qual a corrente entregue ao cabeçote, em ampères? É esse dado que se traduz em frascos por hora. Fabricante que conhece o próprio projeto responde na hora.
Some a isso o tipo de cabeçote, explicado na seção anterior. Potência de saída e tipo de cabeçote são as duas variáveis que determinam a produção real — não o número grande na capa do catálogo.
Problemas comuns na selagem por indução e como resolver
| Sintoma | Causa mais provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Selo não adere ao bocal | Potência baixa, tempo curto ou tampa mal rosqueada | Aumentar a potência em passos pequenos e conferir o torque da tampa. |
| Selo queimado, enrugado ou com cheiro | Potência alta ou frasco parado sob o cabeçote | Reduzir a potência e instalar o detector de frasco parado com partida automática. |
| Selagem firme de um lado e solta do outro | Frasco descentralizado ou cabeçote desnivelado | Centralizar a guia da esteira e nivelar o cabeçote (avanço ajustável de 400 a 475 mm nas C1). |
| Vazamento mesmo com o selo aderido | Resíduo de produto ou rebarba na borda do bocal | Limpar o bocal antes de tampar e inspecionar o lote de frascos. |
| Selo aprovado na linha e solto semanas depois | Produto oleoso ou aquoso migrando por baixo da adesão — típico de vidro e de selante incompatível | Reavaliar amostras seladas a 30, 60 e 90 dias; revisar a camada selante com o fornecedor do selo. |
| Tampa aquece e o selo não gruda | Selo invertido ou sem camada de alumínio | Conferir o sentido de montagem e a especificação do selo. |
| Frascos passando sem selo | Falha de abastecimento de tampa na linha | Instalar o detector de falta de selo com extrator pneumático, que rejeita a unidade automaticamente. |
| Equipamento desarma em operação contínua | Refrigeração insuficiente ou ciclo acima do nominal | Checar a vazão da bomba (4 LPM) e o nível do reservatório; reavaliar se a potência do modelo atende à cadência. |
Perguntas frequentes sobre seladora de indução
Quanto custa uma seladora de indução?
Na ABEMAG TSI, a seladora de indução manual de 500 W custa a partir de R$ 1.390. O modelo portátil P1-05i fica em torno de R$ 8.600 e a automática de bancada IB-12i em torno de R$ 16.990. A automática nacional de 4 kW C1-40A, que sela até 25.600 unidades por hora, custa cerca de R$ 56.900. Modelos com esteira e cabeçote especial são orçados por projeto.
Qual a diferença entre seladora de indução e seladora de barra quente?
A seladora de indução aquece um selo de alumínio dentro da tampa, sem contato, e fecha frascos rígidos. A seladora de barra quente, como a seladora em L, prensa e derrete duas camadas de filme plástico, e é usada em sachês e embalagens flexíveis. São aplicações diferentes, não concorrentes.
A seladora de indução funciona em frasco de vidro?
É possível, mas é exceção e não regra. O selo não se funde ao vidro como se funde ao plástico: fica preso por adesivo hot melt, numa união mais fraca e sensível ao produto envasado. Exige selo formulado para vidro, boca do frasco sem o revestimento lubrificante de fábrica e teste de validação com o produto real. Em vinte anos de campo, a ABEMAG TSI viu um único caso que se sustentou em produção. Antes de comprar o equipamento para uma aplicação em vidro, peça o ensaio.
Qual selo de indução usar?
O selo precisa ter o diâmetro interno da tampa e camada selante compatível com o polímero do bocal — selante de PE para frasco de PE, e assim por diante. Selo com base de espuma ou papelão quando a tampa deve reter o disco após a abertura; selo one-piece quando não se quer resíduo na tampa. Para vidro, o selo é de outra categoria, com adesivo hot melt. Selo de diâmetro ou selante errado é a causa mais frequente de vazamento depois da selagem.
Seladora de indução manual ou automática?
A manual de 500 W atende até cerca de 3.000 unidades por hora e depende do operador posicionar cada frasco. A automática trabalha sobre esteira, sem operador dedicado, e vai de 5.700 unidades por hora no modelo de 2 kW a 25.600 no de 4 kW. Na prática, quando a selagem ocupa mais de duas horas diárias de uma pessoa, a automática já se paga.
Seladora de indução precisa de manutenção?
A manutenção é preventiva e simples: limpeza do cabeçote, verificação do nível e da vazão da água de refrigeração nos modelos automáticos e inspeção dos cabos. Não há peça de desgaste em contato com o produto. A ABEMAG TSI presta assistência técnica própria, sem intermediários, com suporte vitalício ao equipamento.
A seladora de indução atende à NR-12?
As seladoras automáticas nacionais ABEMAG TSI da linha C1 são construídas em conformidade com a NR-10 e a NR-12, com botoeira de emergência, relé de segurança, proteção das partes móveis e desligamento automático em caso de anomalia de pressão ou temperatura no circuito de refrigeração.