
Datador não é item opcional para quem envasa para revenda. A rotulagem de alimentos embalados tem exigências legais específicas sobre identificação de lote e prazo de validade, e é isso que transforma a codificação em etapa obrigatória da linha.
Este texto é um resumo orientativo para dimensionamento de equipamento. Não substitui a leitura da norma nem consulta jurídica ou regulatória.
Qual norma vale hoje
Para alimentos embalados, a referência atual é a RDC nº 727/2022 da Anvisa, em vigor desde 1º de setembro de 2022, que revogou a antiga RDC nº 259/2002. Dois artigos interessam diretamente a quem especifica datador:
- Artigo 30 — identificação do lote.
- Artigo 31 — declaração do prazo de validade.
Cosméticos, saneantes e medicamentos seguem normas próprias, também com exigência de lote e validade.
Por que o lote existe
O lote é o que torna a rastreabilidade possível. Sem ele, um problema detectado em campo não pode ser circunscrito: não se sabe qual produção foi afetada, quanto ainda está no mercado nem o que precisa ser recolhido. Com lote, o recolhimento é cirúrgico; sem lote, é total.
Do ponto de vista de operação, isso significa que o código precisa ser legível durante toda a vida útil do produto — não só no momento da impressão. Código que borra no transporte ou apaga na refrigeração não cumpre a função.
O que isso exige do equipamento
| Exigência prática | O que define no datador |
|---|---|
| Código legível até o fim da validade | Tinta compatível com o substrato e resistente ao manuseio |
| Informação correta a cada lote | Troca de mensagem rápida e controlada, de preferência por receita salva por produto |
| Impressão em toda a produção, sem falha | Disparo por sensor, não por comando manual |
| Acompanhar a velocidade da linha | Velocidade em metros por minuto compatível com a esteira |
| Altura e número de linhas | Espaço para lote, fabricação e validade — às vezes três linhas |
O erro mais caro não é técnico
É de procedimento: produto certo com lote ou validade errados, descoberto depois de o palete estar expedido. Três controles resolvem quase todos os casos:
- Separe as funções. Quem cria a mensagem, quem revisa e quem libera não devem ser a mesma pessoa.
- Aprove a primeira peça de cada lote. Confira produto, código, data, formato e posição antes de liberar a produção, e guarde a amostra aprovada.
- Use receita por produto. Mensagem salva por SKU, em vez de digitada a cada troca, elimina a maior fonte de erro humano.
Em linha integrada, teste também o sensor e a comunicação com o equipamento anterior a cada troca de formato — sensor desregulado imprime no lugar errado sem gerar alarme nenhum.
Rótulo pré-impresso não resolve
É comum a tentação de imprimir a validade junto com o rótulo, no fornecedor. Funciona apenas se o rótulo for impresso por lote, com a data já fixa — o que engessa o estoque de rótulos e gera perda sempre que a data muda ou o lote é replanejado.
O datador separa o que é fixo, o rótulo, do que é variável, o dado do lote. Na prática, quase sempre sai mais barato e sempre é mais flexível.
Como dimensionar
Para receber a indicação certa, informe: material da embalagem, velocidade da linha em metros por minuto, o que exatamente será impresso, altura mínima dos caracteres, distância do cabeçote até a superfície e se há necessidade de código de barras ou QR Code.
Veja as opções em datadores industriais para lote e validade.
