Seladoras de indução automáticas nacionais de alto desempenho — linha C1
A linha C1 é a seladora de indução automática fabricada pela ABEMAG TSI em Rio Claro (SP), para produção contínua sobre esteira. São modelos de 2 kW e 4 kW, para tampas de 15 a 100 mm de diâmetro, de 5.700 a 25.600 frascos por hora, com refrigeração a água em circuito fechado e conformidade com as normas NR-10 e NR-12. É a linha indicada quando a selagem precisa acompanhar a esteira sem virar gargalo — e quando a produtividade real, e não o número do catálogo, é o que decide a compra.
Modelos da linha C1
| Modelo | Potência (medida no cabeçote) | Produção | Diâmetro de tampa | Painel | Configuração |
|---|---|---|---|---|---|
| C1-20i | 2 kW | 5.700 un/h | 15–100 mm | Inox AISI 304 escovado | Cabeçote sobre esteira do cliente |
| C1-20i com esteira | 2 kW | 5.700 un/h | 15–100 mm | Inox AISI 304 escovado | Conjunto completo com esteira |
| C1-20A | 2 kW | 5.700 un/h | 15–100 mm | Aço carbono com pintura eletrostática | Cabeçote sobre esteira do cliente |
| C1-20A com esteira | 2 kW | 5.700 un/h | 15–100 mm | Aço carbono com pintura eletrostática | Conjunto completo com esteira |
| C1-40i | 4 kW | 25.600 un/h | 15–100 mm | Inox AISI 304 escovado | Cabeçote sobre esteira do cliente |
| C1-40i com esteira | 4 kW | 25.600 un/h | 15–100 mm | Inox AISI 304 escovado | Conjunto completo com esteira |
| C1-40A | 4 kW | 25.600 un/h | 15–100 mm | Aço carbono com pintura eletrostática | Cabeçote sobre esteira do cliente |
| C1-40A com esteira | 4 kW | 25.600 un/h | 15–100 mm | Aço carbono com pintura eletrostática | Conjunto completo com esteira |
A produção informada é a de referência com a tampa e o cabeçote adequados. A produtividade efetiva depende do diâmetro da tampa, do tipo de cabeçote e da velocidade da esteira — envie o frasco, a tampa e a produção desejada para receber o dimensionamento correto.
Painel inox ou aço carbono: o que muda entre C1-20i e C1-20A
A letra final do modelo indica o material do painel, não a eletrônica. i é painel em aço inox AISI 304 com acabamento escovado sequencial. A é painel em aço carbono com pintura eletrostática. Potência, produção, faixa de tampa e opções de cabeçote são idênticas entre as duas versões.
| Critério | Painel inox AISI 304 — modelos i | Painel aço carbono pintado — modelos A |
|---|---|---|
| Ambiente indicado | Área de processo com lavagem, umidade, respingo de produto ou exigência sanitária | Sala de embalagem seca, sem lavagem de piso e parede |
| Resistência à corrosão | Alta — o inox AISI 304 resiste por composição, não por camada de tinta | Depende da integridade da pintura; um risco ou batida expõe o aço |
| Higienização | Superfície escovada e não porosa, suporta rotina de limpeza com produto químico | Limpeza normal; saneante agressivo ataca a pintura ao longo do tempo |
| Investimento | Maior | Menor |
O critério prático é o ambiente, não o orçamento: se a máquina fica em área que recebe lavagem, ou se o produto envasado é alimento, cosmético ou medicamento sujeito a auditoria sanitária, o painel em inox AISI 304 é o que evita ter de trocar o equipamento dois anos depois. Em sala de embalagem seca, o aço carbono com pintura eletrostática entrega exatamente a mesma selagem por um investimento menor.
Onde a potência é medida muda o resultado
Duas seladoras de indução podem anunciar a mesma potência e entregar produções muito diferentes. O que sela o frasco não é o kW que entra pela tomada: é a corrente que circula na bobina do cabeçote. Nas seladoras nacionais ABEMAG TSI, a potência é medida na saída, no cabeçote de selagem — o ponto que efetivamente sela o frasco. Na C1-20i, são 179 A entregues ao cabeçote.
Isso é possível porque a linha nacional usa transformador de saída e banco de capacitores, que fazem o casamento de impedância com a bobina. Sem esse casamento, a maior parte da energia é dissipada nos próprios semicondutores e vira calor dentro do painel elétrico: a eficiência global fica abaixo de 15%, contra mais de 85% em um projeto industrial casado.
A consequência é contraintuitiva e vale conferir: a C1-20i de 2 kW medidos no cabeçote entrega produtividade superior à de uma seladora de 4 kW medidos no conjunto, sem casamento de impedância. Ao comparar orçamentos, de qualquer fabricante, pergunte onde a potência é medida e qual a corrente entregue ao cabeçote, em ampères. A explicação completa está na página de seladoras de indução.
A dedução completa, com as equações do casamento de impedância e a análise de sensibilidade, está no estudo Por que 4 kW não é igual a 4 kW: análise de eficiência em seladoras de indução, produzido pela equipe técnica da ABEMAG TSI.
O cabeçote define a produtividade tanto quanto a potência
A linha C1 aceita cabeçote plano, que atende uma faixa ampla de diâmetros sem troca de peça, e cabeçote modelo canal, que concentra o campo eletromagnético sobre o selo em vez de dispersá-lo — mais produtividade com a mesma potência e muito menos falha por desalinhamento do frasco.
Existe ainda uma terceira opção, que é projeto exclusivo da ABEMAG TSI e não existe em nenhum outro fabricante: o cabeçote canal de largura ajustável, com abertura regulável de 25 a 100 mm, que entrega a eficiência do canal em toda a faixa de tampas de 15 a 100 mm sem trocar de cabeçote a cada formato.
Segurança, refrigeração e acessórios de linha
A refrigeração é a água em circuito fechado, o que mantém a temperatura da bobina estável em operação contínua e evita a queda de rendimento típica de sistemas refrigerados a ar em turno cheio. O projeto elétrico e as proteções seguem a NR-10 (instalações e serviços em eletricidade) e a NR-12 (segurança em máquinas e equipamentos).
Dois acessórios resolvem as duas falhas mais caras de uma linha de selagem automática: o detector de frasco parado com partida automática, que evita o superaquecimento do frasco que estacionou sob o cabeçote, e o detector de falta de selo com extrator pneumático, que retira da linha o frasco que passou sem selo antes de ele chegar ao cliente.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre a linha nacional C1 e a linha importada IA?
As duas selam por indução com a mesma qualidade de lacre. A diferença está no projeto do conversor de potência e nas opções de cabeçote: a linha C1 é de projeto próprio, com transformador de saída e banco de capacitores, e aceita o cabeçote canal e o canal de largura ajustável. A linha IA importada trabalha com cabeçote plano e tem investimento inicial menor.
Qual a diferença entre C1-20i e C1-20A?
Apenas o material do painel. O i é montado em painel de aço inox AISI 304 com acabamento escovado sequencial, indicado para área de processo com lavagem e exigência sanitária. O A é montado em painel de aço carbono com pintura eletrostática, indicado para sala de embalagem seca. Potência, produção, faixa de tampa e opções de cabeçote são as mesmas. O mesmo vale para C1-40i e C1-40A.
A C1 sela frasco de vidro?
O vidro é caso especial. Exige selo com adesivo hot melt, bocal tratado e validação com amostra antes de fechar o projeto — o assunto está explicado em detalhe na página de seladoras de indução.
Quem faz a manutenção?
Equipe própria da ABEMAG TSI, em Rio Claro (SP), sem intermediário entre o cliente e quem projetou a máquina. Como o conversor é de projeto próprio, o diagnóstico não começa do zero e há peça de reposição de linha, sem espera de importação.
Preciso comprar a esteira junto?
Não necessariamente. Todos os modelos existem em duas configurações: apenas o cabeçote, para instalar sobre a esteira que a linha já tem, ou o conjunto completo com esteira transportadora dimensionada para o equipamento.
Veja também a visão geral de seladoras de indução: como funciona e qual escolher.